Maranhão detém posição estratégica no Corredor Centro-Norte

Evento realizado hoje, em São Luís, destacou aspectos estruturais que destacam o estado nesse importante ramal de desenvolvimento para o país, principalmente pelas vias multimodais já existentes.

O Maranhão possui uma posição bastante privilegiada, assim como o estado do Tocantins, no que se refere a vias multimodais para o escoamento da produção de grãos e de demais produtos com valor agregado, principalmente para exportação, levando em consideração a interligação com o Complexo Portuário de São Luís, onde o Porto do Itaqui figura como o maior destaque. Essa e outras considerações, reflexões e discussões sobre o desenvolvimento do Arco Norte do país estiveram em pauta no 32º Encontro do Corredor Centro-Norte, realizado durante toda esta quarta-feira, no auditório do Sebrae Jaracaty, em São Luís.  

 

Na primeira parte do evento, promovido pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Corredor Centro-Norte - ADECON, autoridades dos mais diversos setores econômicos se fizeram presentes para assistir apresentações importantes que reforçaram o quanto este ramal de escoamento econômico é estratégico para a atual conjuntura do país.

 

“O Centro-Norte do Brasil tem apresentado grande crescimento em relação às demais regiões, por isso ser tão urgente o fortalecimento de um corredor econômico, com a melhoria da infraestrutura de modais, que vislumbre não apenas o escoamento da produção, mas o desenvolvimento do seu entorno. É para isso que estamos focando a   articulação e o alinhando dos diálogos, atentando para as ações e parcerias público-privadas”, colocou o ministro de carreira diplomática do Ministério de Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro.

 

Presente ao evento, o ministro reforçou a importância dos corredores de negócios, destacando que seu efeito é cascata e que, por conseguinte, atinge diversos aspectos. “Um Corredor de Negócios tem dimensões físicas, funcional, socioeconômica e territorial. Ele não se limita a atrair mais cargas, mas se pensa na exploração dos centros logísticos e dos serviços dos setores que estão relacionados naquele ramal, o que significa oportunidades de negócios e geração de emprego e renda”, sinalizou Parkinson em sua palestra “A Construção de um Corredor”.

 

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Maranhão, Raimundo Coelho, que mediou um dos debates do Encontro, as oportunidades e o desenvolvimento das cadeias produtivas que já acontece no Corredor Centro-Norte são foco de atenção do Sebrae.

 

“Temos trabalhos relevantes, principalmente voltados para capacitação de empreendedores no entorno de alguns modais, como a Estrada de Ferro Carajás e o próprio Porto do Itaqui, além de estarmos mais junto aos donos de pequenos negócios urbanos e rurais dessa área, ajudando-os na gestão, produção e comercialização. Estamos, como instituição, integrados a esse processo e queremos ser cada vez mais parceiros do desenvolvimento do nosso estado”, enfatizou Coelho.   

 

Ambiente legal

Representando o governador Flávio Dino no evento, o secretário de Estado Simplício Araújo (Indústria, Comércio e Energia), reforçou que, além da melhoria da infraestrutura logística do Maranhão, principalmente a do Complexo Portuário do Itaqui, com o Terminal do Tegram e a rediscussão da logística rodoviária e da segurança alimentar, o Maranhão tem avançado na criação de um ambiente legal mais propício e mais desburocratizado que agiliza processos mercantis e, consequentemente, o fazer negócios no estado.

 

“Acreditamos que o crescimento de qualquer lugar só acontece quando se tem uma ambiência favorável. O PIB do nosso estado cresceu não apenas pela força da iniciativa privada, mas também por essa preocupação constante e contínua de equacionarmos o ambiente legal do estado”, apontou o secretário.

 

O Encontro sobre o Corredor Centro-Norte é um Fórum de promoção do desenvolvimento, voltado para as discussões específicas deste corredor de negócios que liga, por vias multimodais, os estados do Maranhão e Tocantins, possibilitando o escoamento da produção de grãos do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e da região do Mato Grosso, Pará e Goiás pelo Terminal Portuário São Luís.

 

O 32º Encontro sobre o Corredor Centro Norte tem o patrocínio da Emap; Companhia Operadora Portuária do Itaqui (COPI); Interoceânica Logistics & Solutions e VLI, com a parceria do Sebrae Maranhão, Vale, Queiroz Cavalcanti Advocacia e apoio governamental do DNIT, Ministério da Infraestrutura.

 

Transporte hidroviário e contêineres

Outra reflexão integrante do 32º Encontro do Corredor Centro-Norte, que contou com palestras específicas de entes e empresas que operam neste ramal de desenvolvimento, versou sobre o transporte hidroviário e o aumento do transporte por contêineres.   O executivo Aluísio de Souza Sobreira, vice-presidente de Transporte Multimodal da Câmara Brasileira de Contêineres (CBC), destacou em sua palestra sobre a temática que o uso de hidrovias é imperativo para o processo d desenvolvimento do Brasil e que há necessidade de se estabelecer políticas públicas para a modernização da infraestrutura hidroviária em se tratando de Corredor Centro-Norte.

 

“O Maranhão tem condições particulares de interconectividade tanto com os Estados Unidos e Europa quanto com a China, através das inovações recentes no Canal do Panamá. E hoje se busca economia de escala, com menos rotas e mais integração de sistemas”, explicou Sobreira, comentando que o Maranhão é um dos estados que mais movimenta cargas marítimas no país, com 20% desse total sendo de minério de ferro.  

 

Quanto ao transporte de contêineres, o representante da CBC enfatizou que no Brasil o mercado é explorado por apenas três grandes empresas. “Em se tratando de mercado, podemos garantir que esse nicho de negócio é quase incipiente no país, mas as perspectivas de crescimento abrem os olhos para as oportunidades, principalmente se tivermos infraestrutura para as hidrovias realmente funcionarem de maneira otimizada”, acredita o vice-presidente da CBC.

 

A previsão de crescimento para o mercado de contêineres no Brasil é de 6,5% ao ano até 2023, com volume que deve passar de 10,3 milhões de TEUs para 14,1 milhões de TEUs – 1 TEU representa a capacidade de carga de um container marítimo normal, de 20 pés de comprimento, por 8 de largura e 8 de altura. O levantamento foi produzido pela Datamar – consultoria especializada na análise de comércio exterior via modal marítimo e realizado junto aos diretores e às principais autoridades de 22 terminais de contêineres no Brasil, seis na Argentina e dois no Uruguai. 

 

O resultado desse crescimento, segundo o estudo, deve puxar os números do segmento na costa leste da América do Sul, que tem expectativa de crescimento de 5,9%, alta aproximadamente três vezes maior do que o crescimento do PIB previsto para o período. 

 

 

 

 

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