Agronegócio

Sebrae reúne produtores da cadeia do leite do Médio Mearim

Projeto de desenvolvimento da cadeia deve integrar 13 municípios da região

Produtores ligados à cadeia do leite dos municípios de Bacabal, Peritoró, Alto Alegre do Maranhão, São Luís Gonzaga, São Mateus do Maranhão, Vitorino Freire, Lago da Pedra, Paulo Ramos, Pedreiras, Trizidela do Vale, Poção de Pedras, Codó e Coroatá foram reunidos pelo Sebrae, no último dia 30, para alinhar e estruturar o projeto de desenvolvimento da cadeia produtiva do leite na região do Médio Mearim.

O gestor do projeto, o analista do Sebrae Paulo Tribuzzi, esclareceu que este primeiro encontro buscou diagnosticar as dificuldades dos produtores do segmento, além de ouvir sugestões e propostas de soluções para a implementação de diversas ações na região. “Diversos temas estão em pauta em nosso encontro, como a metodologia Balde Cheio e a nova lei estadual 95/2014, que define critérios de habilitação sanitária para estabelecimentos agroindustriais familiar de pequeno porte ou artesanal, que facilita a produção e comercialização de produtos da agroindústria do Maranhão”, informa Tribuzzi.

Ele ressalta que antes da promulgação da Lei de Produtos Artesanais – como ficou conhecida – os pequenos produtores perdiam toda a sua produção durante as fiscalizações da vigilância sanitária, pela falta de formalização do negócio. “Com essa lei, tudo muda”, enfatiza o analista do Sebrae.

Mais de oitenta pessoas participaram da reunião, entre pecuaristas, proprietários de laticínios e queijarias, além de consultores do Sebrae e outras autoridades locais. O consultor em Marketing da instituição, Silvio Guilherme, conduziu a apresentação do projeto e realizou a avaliação conjunta sobre pontos fortes e fracos do empreendimento, além dos riscos e oportunidades oferecidos pelo mercado.

Para o produtor leiteiro Pedro Lustosa, um dos maiores problemas enfrentado é que muito do que é produzido é descartado por não ter canais de distribuição dos produtos. “Este é o maior problema, em meu ponto de vista: sermos obrigados a produzir uma quantidade ínfima, apenas para subsistência”, lamentou Lustosa.

Outro ponto levantado foi a dificuldade que os produtores tem em encontrar mão de obra especializada, falta de energia elétrica em algumas comunidades rurais e a falta de incentivo do poder público. No encerramento das atividades, o Sebrae informou que as avaliações serão compiladas em um diagnóstico que deverá dar os rumos a serem seguidos pelo projeto que deve ser implantado para o desenvolvimento da cadeia leiteira na região.

 

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