Dia do Artesão

Segmento do artesanato conta com apoio do Sebrae para crescer

Instituição destaca o trabalho realizado no Maranhão, com ações vinculadas ao Turismo para fortalecer esta cadeia de negócios da economia criativa.

De norte a sul do Maranhão, milhares de pessoas têm o artesanato como fonte de renda e sustento. É a arte que emana das mãos de um povo criativo, que perpetua em peças únicas nossas tradições, riqueza cultural e memória coletiva marcam esta sexta-feira, 19 de março,  quando comemora-se o Dia do Artesão.

 

Não há estimativas precisas sobre a quantidade de pessoas que hoje sobrevivem do artesanato no Maranhão. Na base de dados (2020) da Junta Comercial do Maranhão – Jucema, é possível identificar 10 empreendimentos no segmento de comércio varejista  de objetos de arte e 147, no comércio varejista de suvenires, bijuterias e artesanato. Destes, 65 estão instalados em São Luís, 14 em Imperatriz, 7 em São José de Ribamar e 6 em Paço do Lumiar, com os restantes espalhados em mais seis localidades do Maranhão.

 

Já o Portal do Empreendedor Empresas e Negócios aponta a existência, no Maranhão de apenas 518 microempreendedores individuais (MEIs) registrados no comércio varejista de artigos de artesanato, com destaque para 219 em São Luís e 24 no município de São José de Ribamar.

 

Os números pouco expressivos não demostram o vigor do nosso artesanato. Incluem desde os artesãos e associações focados em produtos com identidade regional, como pessoas que transformam em produto artesanal insumos industrializados. Os números retratam o panorama de um segmento que, embora representativo na economia, é marcado ainda pela informalidade, baixo nível de empreendedorismo e que necessita de apoio para se fortalecer.

 

Produtos e segmentos como pinturas, azulejaria, cerâmicas de barro e vitrificadas, tecelagem, artigos de fibras naturais (como buriti e carnaúba), rendas, dentre outros, conferem ao Maranhão peculiaridades no artesanato, que o tornam único e interessante para o mercado. E é nesse campo que o apoio de instituições como o Sebrae fazem a diferença.

 

Apoio para empreender

No Maranhão, desde o final da década de 1990, o Sebrae tem atuado no artesanato alinhado às estratégias nacionais e políticas estadual e dos municípios onde o artesanato tem destaque econômico. Dessa atuação, que teve como ponto central o Instituto de Desenvolvimento do Artesanato Maranhense (IDAM), hoje com as atividades encerradas, resultaram: a organização de grupos artesanais e  identificação de linhas de artesanato; esforço para agregar à produção viés empreendedor; um trabalho forte na iconografia maranhense para agregar valor aos produtos; ações intensivas de mercado e canais de comercialização; estímulo ao associativismo, ao acesso à crédito, à formalização e cooperação; apoio para aprimoramento de peças e do modelo de produção; capacitação para criação de novos produtos e para o mercado externo, dentre outras.

 

Desde meados dos anos 2000, em nível nacional, o Sebrae definiu como estratégia o reposicionamento mercadológico do artesanato brasileiro, aproveitando a visibilidade decorrente de grandes eventos internacionais no país (Olimpíadas e Copa do Mundo de 2014). Hoje, o entendimento é por uma articulação com o turismo e negócios relacionados com a economia da cultura, entretenimento e lazer nos territórios onde o artesanato tem relevância. Esse direcionamento está presente na atuação do Turismo Criativo, estratégia do Sebrae Maranhão para o setor a partir de agora.

 

“A produção artesanal é realidade em todo o Maranhão, reconhecida como uma expressão da identidade e diversidade cultural do estado. Há quase 20 anos, o Sebrae busca fortalecer esse patrimônio simbólico, apoiando os artesãos e ampliando as formas de integração, acesso à tecnologia, inovação e mercado, promovendo transformações e ajudando-os a enxergar a atividade como um negócio sustentável, fazendo-os perceber o interesse de vários mercados e como isso pode gerar renda e oportunidades”, analisa o diretor Técnico do Sebrae no Maranhão, Mauro Borralho.

 

Além disso, o executivo avalia que o artesanato é uma atividade econômica relevante, que gera inúmeras ocupações, seja na produção ou na comercialização de produtos e no fornecimento de insumos. Mas, entende que, “mesmo sendo objeto de diversas políticas públicas de apoio e promoção, ainda carece de números precisos que possam dimensionar sua efetiva participação no mercado de bens de consumo e também de ações para fortalecimento desse mercado”.

“Vamos prosseguir com o trabalho para fortalecer o artesanato, focando as alternativas no mercado digital, apoiando o artesão com canais de comercialização e incentivando produtos de valor agregado, que tragam identidade e representação cultural. Nossa orientação é que o artesão busque o Sebrae, procure capacitação para atuar no comércio online e se fortaleça nos canais digitais como um negócio. Isso requer uma organização dos processos produtivos e dos grupos de artesanato e foco na gestão, na administração dos negócios, porque a abertura de novos mercados deve estar atrelada à capacidade de entrega e à oferta de bons produtos”, conclui Mauro Borralho.

 

 

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