Pesquisa

Sebrae mostra perfil da gestão financeira do MEI

Estudo revela que 77% dos Microempreendedores Individuais nunca fizeram capacitação em finanças, 50% registram os gastos em papel e 44% aceitam cartão como forma de pagamento.

Presente na realidade econômica do brasileiro há quase 10 anos, o Microempreendedor Individual (MEI) prefere registrar os custos da empresa em papel, ainda vende fiado, mas já começa a aceitar cartão como forma de pagamento. O comportamento de gestão financeira do MEI foi alvo de pesquisa inédita realizada pelo Sebrae, que até sexta-feira, 18, realiza a 10ª Semana do MEI e a 5ª Semana Nacional de Educação Financeira – no Maranhão, a ação acontece em 48 cidades e 52 pontos de atendimento, dentre unidades regionais, Núcleos de Atendimento Empresarial (NAEs) e em espaços públicos e de parceiros institucionais.

 

De acordo com a pesquisa do Sebrae, 77% dos empreendedores autônomos, que faturam até R$ 81 mil por ano (MEI), nunca fizeram um curso ou treinamento em finanças – quando se trata do Nordeste, o índice sobe para 80%, o maior entre as cinco regiões do País. Dos 22% que efetivaram alguma capacitação, 15% buscou mais conhecimento no portfólio do Sebrae.

 

Os números apresentados pela pesquisa, que ouviu mil pessoas entre os dias 14 e 26 de abril, revelam que o caderno ainda é o meio preferido dos MEI para registrar seus gastos. Eles somam 50% do total, enquanto 21% já passou para a era do computador –este percentual é mais acentuado entre os jovens de até 24 anos, que aderiram mais facilmente aos meios digitais, sendo maior o uso na região Sudeste (24%).

 

Além disso, vender fiado ainda é realidade para quatro em cada 10 MEI. Para 44% deles, o cartão é aceito como forma de pagamento.

 

Gestão de gastos

O controle das finanças passa pela gestão empresarial do MEI – que no Maranhão, chegam a 82.500 cadastrados. De acordo com a pesquisa, 66% dos entrevistados conseguem manter os pagamentos de todos os custos da empresa em dia, enquanto 34% enfrentam dificuldades em acertar as contas. Os empreendedores do Nordeste ficam em segundo lugar no ranking, com 67,5% de pontualidade e 30,5% de inadimplência – o primeiro lugar fica com os empreendedores do Sul, com 75% de pontualidade e 24% de inadimplência.

 

Dos empreendedores entrevistados, 48% não fazem previsão de gastos e 39% não registram todas as receitas para fazer o controle das entradas de dinheiro. Já 34% não costuma acompanhar o saldo de caixa ou o faz no máximo uma vez mensalmente. 

 

O MEI costuma pesquisar na hora de comprar: a cada 10 empreendedores, oito fazem cotação de preços e 70% costumam pedir descontos na hora de efetivar suas compras ou contratar serviços.

 

Relacionamento com o cliente

Ao analisar as formas de pagamento, a pesquisa aponta que 91% dos empresários aceitam dinheiro vivo em suas transações, enquanto que 44% usam cartões de débito e crédito e 40% utilizam depósitos bancários – só 29% recebem cheques.   

 

“Vimos com a pesquisa uma linha de pensamento e procedimentos bem parecida entre os MEI, mesmo os de regiões mais distantes e, tradicionalmente, diferentes – como o Norte e Nordeste, o Sul e Sudeste. Observamos, também, os mesmos problemas e dificuldades sendo compartilhados por eles, independente da região onde atuam com seus negócios”, destaca o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins.

 

O executivo reforça que, pelo quase nivelamento no proceder e nas necessidades dos MEI, o Sebrae tem segurança ao trabalhar estratégias para eventos como a 10ª Semana do MEI e a 5ª Semana Nacional de Educação Financeira.

 

“Nos pautamos por dados como essa pesquisa para ofertar as capacitações e orientações que venham ao encontro do que esses empreendedores precisam. Portanto, toda a programação da 10ª Semana do MEI e 5ª Semana Nacional de Educação Financeira que acontece tanto aqui no Maranhão, quanto nos demais estados brasileiros, vislumbra sempre a melhor preparação desse empreendedor ao mercado para que ele conheça a fundo o seu negócio e vislumbre o futuro, com uma boa gestão e inovação”, indica Martins.  

 

Benefícios da formalização

A pesquisa do Sebrae também verificou a percepção dos empreendedores como MEI. Para 67% dos empresários, trabalhar como MEI ajudou a enfrentar a crise financeira e 82% afirmam que se tornar MEI melhorou a vida. Nove em cada dez concordam que a criação da figura jurídica foi uma boa política governamental.

 

Lembrando que a 10ª Semana do MEI e a 5ª Semana Nacional de Educação Financeira acontecem até sexta-feira, 20 de maio, com atividades e capacitações em todo o país para empresários de micro e pequenos negócios, em especial para o Microempreendedor Individual. Mais informações sobre a programação, no site www.semanaenef.gov.br

 

Confira a pesquisa completa AQUI

 

 

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